Mulher pode ser pastora e pregar na Igreja?

Não há base bíblica para afirmar que mulher pode ser pastora e pregar na Igreja. O apóstolo Paulo disse que Jesus “designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” (Efésios 4:11).  Ele não disse que “Jesus designou algumas para pastoras”. Em 1 Timóteo 3:1-7 e em Tito 1:6-9, Paulo diz quais características o Senhor espera dos pastores, e uma delas é ser “marido de uma única mulher” e não “mulher de um único marido”. Simplesmente não há menção a pastorado feminino em toda a Bíblia.

Na primeira carta a Timóteo, além de Paulo dizer que o pastor deve ser casado com uma mulher só, ele diz que a mulher não tem autorização para ensinar o homem:

“A mulher deve aprender em silêncio, com toda a sujeição. Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, e depois Eva. E Adão não foi enganado, mas sim a mulher, que, tendo sido enganada, tornou-se transgressora.” (1 Timóteo 2:11-14)

Muitas pessoas tentam relativizar essa passagem dizendo que Paulo proibiu as mulheres de serem pastoras por que elas eram iletradas ou por que pregavam heresias e, portanto, estavam incapacitadas para ensinar a Palavra de Deus. Mas se isso fosse verdade, Paulo poderia simplesmente ter dito: “Não permito que as mulheres ensinem ou exerçam autoridade sobre os homens porque elas são ignorantes” ou “Não permito que as mulheres ensinem ou exerçam autoridade sobre os homens porque elas estão espalhando falsos ensinamentos”. No entanto, Paulo baseia o seu argumento na ordem da criação, isto é, no fato de que Adão foi criado antes de Eva. Além disso, não foi o homem o primeiro a pecar, e sim a mulher. Quando a primeira mulher, Eva, ensinou o primeiro homem, Adão, o resultado foi desastroso: a mulher pecou porque se deixou enganar pela serpente (o diabo) e induziu o homem a pecar também (Leia Gênesis 3). O Espírito Santo deu a razão de porquê as mulheres não podem pregar na igreja – uma razão que transcende toda cultura e todos os locais: Quando Eva tomou a iniciativa espiritual acima de seu marido, e Adão não assumiu a liderança e exerceu autoridade espiritual sobre sua esposa, Satanás foi capaz de causar estragos no lar e causar a introdução de pecados no mundo (Gênesis 3).

Paulo não estava sugerindo que as mulheres fossem mais ingênuas que os homens, mas sim que quando homens e mulheres não se limitam à função para a qual Deus os criou, a vulnerabilidade espiritual ao pecado segue naturalmente. A avaliação de Deus sobre o assunto foi vista quando Ele confrontou o casal: Ele falou primeiro ao chefe da casa – o homem (Gênesis 3: 9). Quando Deus disse a Adão: “Visto que você deu ouvidos à sua mulher…” (Gênesis 3:17), ele estava chamando a atenção para o fato de que Adão havia falhado em exercer liderança espiritual sobre a mulher. A declaração subsequente de Deus a Eva reafirmou o fato de que ela não deveria ceder à inclinação de assumir a liderança em assuntos espirituais. Antes, ela deveria se submeter ao governo de seu marido (Gênesis 3:16; confira 4:4).

Paulo estava dizendo que o desígnio original de Deus para a raça humana implicava a criação do homem primeiro como uma indicação de sua responsabilidade de ser o líder espiritual do lar e na igreja. Esse é o seu propósito funcional. A mulher, por outro lado, foi especificamente projetada e criada com o objetivo de ser uma assistente subordinada (embora certamente não inferior). Deus poderia ter criado a mulher primeiro, mas não o fez. Ele poderia ter criado homem e mulher simultaneamente – mas não o fez. Sua ação pretendia transmitir Sua vontade em relação ao gênero, no que se refere à inter-relação do homem e da mulher.

Esse recurso da Criação explica por que Deus deu ensino espiritual a Adão antes da criação de Eva, implicando que Adão tinha a responsabilidade de ensinar sua esposa (Gênesis 2:15-17). Explica por que duas vezes se diz que a mulher foi criada para ser uma “auxiliadora” para o homem, isto é, uma ajudante adequada ao homem (Gênesis 2:18,20). Isso explica por que o texto de Gênesis indica claramente que, em um sentido único, a mulher foi criada para o homem – e não vice-versa. Explica por que Deus trouxe a mulher “ao homem” (Gênesis 2:22), novamente, como se ela fosse feita “para ele” – e não vice-versa. Adão confirmou esse entendimento afirmando: “a mulher que me deste por companheira” (Gênesis 3:12). Explica por que Paulo argumentou com base nessa mesma distinção: “além disso, o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem” (1 Coríntios 11:9). Além disso, esclarece a autoridade implícita do homem sobre as mulheres em seu ato de nomear a mulher (Gênesis 2:23; 3:20). Os judeus entendiam essa ordem divinamente projetada, evidenciada pela prática da primogenitura – a proeminência do primogênito. A criação de Deus do primeiro homem teve como objetivo específico comunicar a ordem de autoridade/submissão da raça humana (confira 1 Coríntios 11: 8).

Paulo disse, em seguida: “Entretanto, a mulher será salva dando à luz filhos – se elas permanecerem na fé, no amor e na santidade, com bom senso” (1 Timóteo 2:15). Isso não significa que as mulheres podem ser salvas pela maternidade, sem obedecerem ao Evangelho de Cristo, mas sim que se concentrando nas funções que lhes são atribuídas por Deus podem ser preservadas de cair na mesma armadilha de assumir autoridade não autorizada. Ou seja, se estiverem ocupadas educando os filhos e exercendo autoridade espiritual sobre eles (a avó e a mãe de Timóteo ensinaram a ele as Escrituras quando ele era criança e ele foi levado à fé – 2 Timóteo 1:5; 3:14-15), não tentarão ensinar o marido, desobedecendo a Deus.

Alguns argumentam que este texto se aplica a maridos e esposas, e não a homens e mulheres em geral. No entanto, o contexto de 1 Timóteo não é o lar, mas a igreja (1 Timóteo 3:15). Da mesma forma, o uso do plural com a ausência do artigo em 2:9 e 2:11 sugere mulheres em geral. Nada no contexto levaria à conclusão de que Paulo estava se referindo apenas a maridos e esposas. Além disso, Paulo restringiria as esposas dos papéis de liderança na igreja, mas permitiria que as mulheres solteiras liderassem?

Mas o principal motivo pelo qual as mulheres não devem servir como pastoras é que no versículo 12, Paulo diz: “Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem”. Nesta passagem, Paulo proíbe as mulheres de se envolverem em duas atividades que caracterizam o ministério dos pastores: o ensino e o exercício da autoridade. Vemos isso nas qualificações para o cargo: os pastores devem ter a capacidade para ensinar (1 Timóteo 3:2; 5:17, Tito 1:9, confira Atos 20:17-34) e liderar a igreja (1 Timóteo 3:4-5). As mulheres são proibidas de ensinar aos homens e de exercer autoridade sobre eles e, portanto, segue-se que elas não devem ser pastoras.

Na primeira carta aos coríntios, Paulo ensinou a mesma coisa, isto é, que mulheres não podem ensinar na Igreja. Em vez disso, elas devem ficar em silêncio:

“Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos, permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a lei. Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa; pois é vergonhoso uma mulher falar na igreja.” (1 Coríntios 14:33-35)

Não se pode dizer que Paulo proibiu a mulher de pregar apenas na igreja de Corinto que estava com problemas de desordem, pois ele disse que as mulheres deveriam ficar em silêncio nas igrejas como ocorria “em todas as congregações dos santos”. E Paulo disse ainda que “Se alguém pensa que é profeta ou espiritual, reconheça que o que lhes estou escrevendo é mandamento do Senhor. Se ignorar isso, ele mesmo será ignorado” (1 Coríntios 14:37-38). Ou seja, a proibição de mulher pregar na igreja é mandamento do Senhor e não deve ser ignorado pelos que desejam servi-lO de modo agradável.

Embora as mulheres não possam pregar na igreja, elas certamente podem ser muito úteis a Deus em outros ministérios. Muitas mulheres foram usadas por Deus como profetisas: Miriã (Êxodo 15:20), Débora (Juízes 4:4-5 – além de profetisa, ela era juíza), Hulda (2 Reis 22:14), Noadia (Neemias 6:14), Ana (Lucas 2:36) e as quatro filhas de Filipe (Atos 21:9). Além disso, Priscila, juntamente com o marido Áquila, ensinou com mais exatidão o “caminho de Deus” a Apolo (Atos 18:24-26). Timóteo aprendeu a Escritura desde criança com sua avó Lóide e sua mãe Eunice, e tinha a mesma fé delas (2 Timóteo 1:5; 3:14-15) – isso evidentemente significa que as mulheres podem e devem ensinar a Palavra de Deus a seus filhos, bem como a outras crianças. As mulheres mais velhas também podem ensinar as mais novas (Tito 2:3-5). E o próprio Paulo contava com a cooperação das mulheres na pregação do evangelho (Filipenses 4:2-3; Romanos 16:3, 6, 12, 15). Mas o ponto chave é que elas não devem atuar como pastoras exercendo autoridade espiritual sobre os homens na Igreja.

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